quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Alma minha, Braços teus...

hoje, se pudesse, vestia a Alma, olhava-me no espelho, desenharia e ensaiaria o melhor sorriso, plantaria felicidade pelo cabelo e sairia, julgando-me igual entre os demais.

e eles olhar-me-iam, acreditariam em mim como mais um, um qualquer, e sentir-se-iam regulares no ser e no estar.

os passeios empedrados seriam a minha confiança, a minha determinação, a minha aparência e a minha riqueza.

em casa, à noite, despir-me-ia. frente a ti, colocaria a minha Alma a nú, verdadeira e pura e choraria até ao outro dia a Dor de se me sentir condenado a não poder ser eu fora do teu olhar.

porque só os teus braços têm a medida para quem eu sou, a boca para me falar, o olhar para me receber, as palavras para me falar do que eu gosto, a atenção e o carinho para me compreender.

por isso a minha Vida é uma eterna saudade de viver cada dia esperando a noite para Ser.

Alma


3 comentários:

Anónimo disse...

Lindíssimo este texto poético!!!
Metáforas muito bonitas e de enorme sensibilidade. ADOREI!!!
Com um abraço de amizade
Júlia

salomé disse...

bolas!já tardava!

Tenho visitado o teu blog e por uns meses pensei que estivesse de férias permanentes!

Já tinha saudades!

beijo gigante

antoniomaia disse...

Salomé!!! Que saudade...

Escrevemos também pra nós, mas gostamos de mostrar e penso estar numa fase em que os outros, de uma maneira geral, não me interessam muito, quase nada, esse é o facto do desaparecimento de tanto tempo.
Mostrar a quem? Para quê?
Estou cansado dessa burguesia decadente, que compra já tudo feito, formatada, onde se situam a maioria dos meus amigos. Têm interesses mesquinhos longe das grandes causas :-)
Isso deixa-me revoltado e muitas vezes triste.
Vê tu que até já pensei em abrir um Blogue sobre desporto, mas também aí não vai dar, porque entrará sempre a economia e fica o caldo entornado, vêm os ricos e os pobres e as desigualdades desportivas e poucos entenderão para além das vitórias das suas equipas mesmo comprando árbitros, é assim...
Há um enorme défice crítico/cultural, temos muita dificuldade em sabermos onde nos colocamos.

Salomé, a ti devo o gosto mais detalhado pelo Astor Piazzola, ainda há pouco tempo me lembrei de ti, quando fui ver Al Di Meola, num concerto fabuloso onde tocou coisas do Astor :-)
Nunca me esqueço de ti.

Música, música, oiço cada vez mais Jazz, agora ando pelo Festival Internacional Seixal Jazz 2008, quero ver e ouvir quase tudo, foi lá que conheci a Banda que está aí em cima, da Marta Hugon, maravilhoso, amanhã vou ver mais... e assim vou vivendo... feliz, mas cada vez mais só, não é bem só, é menos acompanhado ahahahaha

Hoje, dia 22, é um dia muito especial pra mim, nasceu o meu melhor amigo e estou a preparar um resto de dia de arromba :-)

Salomé, quando estiveres por essas bandas dá-me um toque, para conversarmos, quero saber coisas tuas.
Ok?

Uma vénia enorme, mesmo de bater com a cabeça lá em baixo, pela tua fidelização.