quarta-feira, 10 de junho de 2009

chamo-te em silêncio


Que segredos contarias tu sobre a minha boca entreaberta, o teu hálito sobre o meu, salivando, provando, degustando o mais amor que nunca dei, o carinho que o cego desejo esqueceu, sempre ansioso, possessivo...


Pudesse eu conciliar em breves momentos contigo a intensidade que os meus sentidos encerram dentro de si. Seria como o mel-seiva de quando te penso, quase sentindo a leveza das carícias que de ti prevejo.

E chamo-te em silêncio, sentindo este sol que me abrasa as costas enquanto, estendida no areal, espreguiço o sonho e o desejo da tua ausência, evocando memórias que a ondulação quase inexistente transforma no sussurro das palavras com que me embriagas. Alma

1 comentário:

Anónimo disse...

A Alma continua a escrever com a «alma»...