segunda-feira, 19 de outubro de 2009

meu amor quando tu quiseres


o som da tua voz chega-me em odores de paraíso, azul e ouro.

és este bafo quente que me invade,

oscilante, procurando rumo,

um norte, até me encontrar e perder-se em mim.

resvalas em curvas e contracurvas que sou,

sem bússola, ao acaso…

não, não a procures.

deixa-nos, entrega-te, solto, à deriva, comigo...

contigo não me interessa o mundo, as
normas, o certo.

paredes de quarto que sou e

em que te acolho,

paraíso de cheiro de incenso,

loucura-aroma feito

inconsciência...

apenas as formas se encontram , em delírio, à beira dos nossos 

limites…

cais por mim e eu acolho-te, procuras-

-me e eu revelo-me.
e é em paraíso que te recebo.
 
minha sensibilidade eleita,  
 

ternura que nunca tive, 

carinho antes sempre

negado.

e sou esse espaço deitado ao teu lado,

o mesmo que tu ocupas quando o frio te invade,

quando o Amor te falha.

e, sem recusa , aguardo-te,


presença sempre certa nos teus devaneios,

conforto depois de em ti ser-mundo,

Amor quando tu quiseres.                    Alma

2 comentários:

Anónimo disse...

Mais um convite, uma entrega, uma sensualidade da Alma... e eu quero, quero muito..

Sandra Correia disse...

LindO!