sábado, 5 de dezembro de 2009

Amo-te




AMO-TE
Guardado, silenciado, abafado
Entre encontros e desencontros
Proximidade e distância
Sonegado até ao limiar de nossas forças


AMO-TE
Exaltação de bocas ávidas
Corpos eclodindo de prazer anunciado
Como botões de rosa
Em êxtase, plena posse, aliança de almas


AMO-TE
Atordoados pela denúncia
Corpos revelam o sufocado
Vencidos pelo desejo
Em subsistência, pela inutilidade das palavras
Liberta-se em grito
AMO-TE


Vanda Romeu




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