quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

não quero mais palavras, dá-me gestos

Já dissemos tanto, Amor, que as palavras estão cansadas pela espera dos gestos que jurámos.

Sinónimos que temos sido no amor que não fizemos , pelo encontro em que ainda não fomos…

E suspiram em nós as palavras, ardentes de desejo, de toque e de carícias...

… Que um beijo é só beijo quando escrito. Mas um beijo como o que te sonho, é saliva, mar, calor, areia do deserto… E os meus membros são longas frases que não te abraçarão só no papel mas na pele morena que sou, como o meu corpo será deserto, escaldante no que se sente, vulcão no que nele se provocar.

Em gestos.

E as palavras sairão da boca, enquanto a língua as formula na caverna do meu desejo, como carícia que construo, pelo gesto, entre os lábios e o mais fundo de mim.                         Alma

2 comentários:

Anónimo disse...

António Maia... das coisas mais lindas que tens escrito... que doçura de palavras, que entrega de Alma.
Bjs
JM

Sandra Correia disse...

Gestos em enlace delicioso com magia das palavra...

Fundem-se na perfeição...

Sensivel, envolvente, sedutora e sábia, a Alma!

adoro-a