quinta-feira, 8 de abril de 2010

amo-te desde sempre





Amo-te desde sempre

Via-te no cimo de todas as ladeiras que percorri

Passo a passo, ofegante da subida, agarras-me a mão, repousamos

O primeiro raio de sol tocava meu rosto, como carícia, eram teus lábios, invadem-me de ternura

No meio da imensa multidão, estava o verde dos teus olhos, acompanhando os meus, pertenço-te


Naquela música do velho rádio, ouvia o mel da tua voz, preenches-me

Aparecem as primeiras rugas, originam a dúvida, não serás real

Minha alma gelou, no desespero do vazio, passava pela vida, ou ela por mim

A beleza dos flocos de neve, caprichosos, pintando montes e vales, vestia os ramos das árvores, num branco luminoso, renasces em mim

O gelo funde pelo calor do teu abraço

Uma lágrima teimosa, começa a descer-me pelo rosto, surgem as pontas dos teus dedos, susténs-me

Julgando-te já fruto de uma qualquer demência, aproximas-te lentamente, quase sem dar por ti, sempre aqui estiveste, aqui estás

Bendigo a dádiva da tua presença, realizas-me no amor que te tenho, tive e, quando partires, terei


Não implores o meu amor, tanto te amei, amo e amarei.

Vanda Romeu

1 comentário:

antoniomaia disse...

a começar pela foto, adoro comboios, adoro estações de comboios :)

o poema é muito lindo, ajuda a pensar no amor eterno um pouco ao contrário. amava antes, amo agora e mesmo depois de partires e pronto aqui está a eternidade :)
Parabéns à poeta, parabéns pelo sentimento bonito :) obrigado mais uma vez pela participação.

vénias
am