quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Liberta-me


Invades-me num sentimento de posse… não quero… liberta-me
Não quero sentir-te meu, não quero o ciúme…
Só me apetece pensar-te feliz…
No amor, não cabe… irracional… liberta-me
Tu e eu acontecemos… queiramos… liberta-me
Quero amar-te… liberta-me
Olho-te, sinto-te, quero-te, vejo-te, sem mim…
Tu, só tu, meu bem querer…
liberto-te.
Vanda Romeu

2 comentários:

antoniomaia disse...

a posse e o ciúme são doenças sociais graves e complicadas de resolver se não alterarmos a mentalidade profundamente.

é o que penso :)

mas cabe muitas vezes bem na poesia, como é o caso deste poema lindo.

obrigado pela partilha

Sandra disse...

Também penso como tu amigo Maia :)

Na minha singela interpretação, acho que a Vanda escreveu um grito de "liberta-me", precisamente da posse e do ciúme...