quinta-feira, 5 de agosto de 2010

tu meu já-não-destino

e se o meu destino fosses tu, nome gravado em mim, impressão digital desenhada para todo o sempre...

se o meu caminho sem norte não tivesse ainda o sul como referência e eu, ponto central em ti, para ti, circulando sobre o meu próprio ser e em teu redor...

seria O desvario puro de queda, de alma perdida sem ti, abolida de mim, sujeita à tua vontade, ao teu desejo, com a única certeza do corpo que já não seria meu.

e eu, ponto esquecido no universo...

por isso te neguei e hoje Sou aqui.


Alma

2 comentários:

Sandra disse...

tu meu ja-destino :)

tão bonito e intenso! Criativo e comovente, sensivel e belo, tão caracteristico da alma!

Da q pensar, não me apetece negar o destino...não vou negar a dadiva Continuando a ser hoje aqui...

Grata pela partilha:)

Anónimo disse...

Já-não-destino... interessante!
Mas o destino já nasce com a pessoa e morre...