segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tão-somente

Roberto Liang

Quero-te tanto com a alma como com o corpo

O aconchego de palavras, dilui a distância física, estás aqui
Tão próximo, se uma brisa levantar os meus cabelos te tocarão

Na ilusão que tudo controlamos, julguei que podia amar-te apenas pelo desejo carnal…
Risos meu amor, que riso! Quanto me enganei!

Quero meu amor, quero muito a tua carne na minha, o teu corpo me cobrindo, as tuas mãos nesse toque teu, a tua boca quente num beijo molhado, a tua carne.

Tencionava desejar-te tão-somente com o corpo… risos meu amor!

Veio, com devoção, a afeição, o carinho que me dedicas, a ternura que retribuo, um estar bem pelo teu bem-estar… Sorrateiramente.
Um sentimento, tão terno quanto ardente, um desejo de alma.

Tinha que te dizer meu amor


Vanda Romeu


Michael Parkes

2 comentários:

antoniomaia disse...

Sandra obrigado pela partilha de mais um post emocionante de Vanda Romeu.
Alerto que o poeta é um fingidor por natureza :) só para deixar no ar a dúvida dos sentimentos dela ahahaha será que...?

venerando-as

Sandra disse...

ahahah A escrita é mesmo assim não é verdade? Algum floreado deve haver... ahahaha A dúvida existe sempre, podem nem serquer ser os sentimentos dela, sei lá! ahahah

Mas quanto a mim, fala de um sentimento bonito:)

António, obrigada pela simpatia e cordialidade das tuas palavras:)