segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sobre o silêncio no amor


doce tranquilidade que assim me invade em toques de ternura antes de ser carne, pele, calor...

como o quente aroma do incenso que nos envolve exteriormente e que nos aquece por nós dentro pela fragrância que dele se liberta...

utopia de um desejo que abrasa sem nome nem êxtase mas que aperta por dentro, nó de ventre, velocidade de um coração, boca seca antevendo o prazer que nunca será.

e querer-te mesmo assim, mesmo depois, mesmo sempre...

pelo que és eu não vendo, pelo que dizes eu não tocando, pelo que amo, tu evitando.

e é plenitude, é O-Mais-Alto, incompreendido, proibido, vedado.

como grito, como rasgar de ventre, como condenação divina…

                             e que venha! 

                                             que o viver-Inferno é não sentir nada disto.

                 Alma

2 comentários:

Daniella Caruso disse...

Adorei, muito profundo, só mesmo almas que já se apaixonaram é que poderão compreender!! Abços poéticos.
PS: Se quiser conhecer meu blog de peomas: ww.qbonecadoll.blogspot.com.

Luna disse...

Pois que venha!

Quente, intenso, LINDO! É mesmo"O-Mais-Alto"!

Amei! Amei!

Parabéns à Alma que tão bem escreve!
Gosto da imagem do Zapa :)