quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amigo


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Zé Maria, onde andas?... nem te despediste ao menos... só queria mais um abraço... mais um copo... mais uma lição de história... 
e foste... nem deixaste ajudar... ou não querias? não quiseste... não quiseste.

fica um grande vazio, meu amigo, nem imaginas... foste tão importante para todos nós... Obrigado Zé!
até sempre! 

fico com o jazz que me ensinaste a gostar e deixo-te este poema do O'Neill que muito admiras

José Maria Teixeira Gomes
até sempre, jamais te esquecerei, jamais!


3 comentários:

Luna disse...

Lamento imenso querido amigo.

rui vicente disse...

para quem conheceu ficará sempre a saudade. mas tambem a felicidade de ter conhecido alguem especial, uma pessoa que não deixava ninguem indiferente, polémico, iconveniente, verdadeiro, conhecedor....nem sei que possa dizer. zé maria.... digo-te apenas que um dia gostava de marcar tanto a vida de alguem como tu marcas-te a minha. um abraço e até sempre!!!! se o sr. silva tiver razão...sei que te voltarei a encontrar...um dia..sem pressas...

antoniomaia disse...

sim, um dia sem pressas a gente está lá...

grande abraço, Rui