quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cativa

Audrey Marienkoff

Meu amor,


Chegaste-me de mansinho, em palavras coloridas, ora escarlate ora azul mar
Como quem sobe longos degraus, seduziste a minha alma


Invadiste – me os sonhos, acordada


O meu corpo começa a ceder… Sem nunca ter sido tua, recebo os teus beijos que ainda não tive, inspiro o cheiro, anseio o toque… o rubro toma posse da minha face, pela imagem de ti…


Estremeço, incrédula, receio….


Luto! Vaguei-o entre o desejo e o medo…


Cedemos num perigoso jogo de sedução ( perigoso, julgava eu)
Preenches-me as longas noites solitárias e sorrio


Imagino-te o sorriso, o olhar, os cabelos, quero tocar-te… Pões a trote as minhas batidas cardíacas, cresce-me um enorme desejo, ambiguidade de querer e temor…


Que posso eu temer de quem se mostra sem nada ver? Arrisco!


Meu amor, digo-te hoje e aqui, bem hajas!


Condescendentes numa luxúria simplesmente carnal, embarcamos num fadado encontro…
Era inevitável, por demais contido, abafado.


Nestas palavras que te dedico, bendigo o destino, a vontade, eu sei lá! bendigo tudo que te trouxe até mim!


Agora tua, e depois de vivenciarmos momentos que julgava serem de sonhos mais ousados, de tão bons parecem irreais, apagam-se todos os medos.


Declaro-me rendida, em amor, desejo, admiração, beleza, ternura, a teus pés.

Meu Mestre, meu Homem Lindo, hoje sou Mulher, em Ti, Tua.


Cresço tanto quanto o meu amor por ti.


E quanto ao resto, não me apetece pensar… Serei tua até quando me quiseres…
Vanda Romeu

2 comentários:

antoniomaia disse...

tudo bonito, lindo, o texto e a imagem :)
obrigado pela participação.
e força!

Luna disse...

Eu é que agradeço poder partilhar este espaço :)

Obrigada pelo teu comentário :)