domingo, 20 de fevereiro de 2011

só se não existisses

Fiz menção de não te amar.
Para que serve sensatez? Que a leve quem quiser!

Perder-me!
Encontrar-me nos teus braços!
Fugir do meu corpo!
Permanecer!


Comungar,
ser, sendo tua,
beber tuas palavras,
acariciar tua vontade,
beijar-te com infantil doçura,
saborear brando,
desejar infinito.

Dar-me para lá da vontade,
respirar-te,
consumir-te… Nascer em ti!

Tocas-me cúmplice, apertas-me a mão, dizes-me do teu desejo… de como é bom ser comigo. Desabrocho em prazer.

Abraçamos o silêncio, repousamos no conforto dos corpos entrelaçados, na gratidão do divino.

Seriam de uma inutilidade absurda, as palavras, ridículas, incapazes.


Querido, sussurro como quem beija, retribuis.


Não te amar…. só possível se não existisses, e assim mesmo amar-te-ia.
Vanda Romeu

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