sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

janela em mim


há dias assim, como este, em que coloco a tristeza à janela do olhar. ou da Alma...

permaneço inerte, esperando quem passe, esperando que tu passes, não sei...

ou desejando, simplesmente, que ninguém repare em mim.

talvez nem devesse ter vindo até à janela. mas, certo é, que se uma lágrima cair, poderei sempre dizer que foi o vento, um cisco, uma distracção da Alma, sei lá...

que saudades tuas, Deus meu!

eu, que tenho sorrido à memória de ti, à imagem que por vezes me chega... livre, solta, sem ti. eu, quem desistiu. a pensar em ti, em nós. durante anos, Um impossível... um pensamento, um ideal, uma Alma, tão iguais que perdemos os contornos que limitavam o que cada um de nós era. bastava um olhar, um sorriso, sintonia perfeita, cumplicidade, respeito, tu sabias, sabes, tudo de mim como se fosses eu. disse-te uma vez que colocaria a minha vida nas tuas mãos. que ninguém duvide disso, que o faria, sem qualquer hesitação.

a Integridade uniu-nos, por ela foi preciso sair, para que ninguém se magoasse. nem nós,... as nossas consciências não o suportariam.

e hoje, logo hoje, esta saudade!

recolho o olhar.

solto-te e à minha tristeza, imaginando que estás bem e sorrio.

é mais fácil assim.                     Alma

2 comentários:

Daniella disse...

Profundo! Sentimental e saudosista!! Bjo.

Luna disse...

"...que saudades tuas, Deus meu!"

Incrível como este belíssimo texto da Alma descreve tão bem o`que às vezes sinto. "há dias assim, como este..."

Muito lindo!
Obrigada pela partilha, querido amigo :)

Parabéns à Alma!