quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

tu, aroma e mistério



aura de mistério e de perfume de incenso com que envolves aquelas horas em que as palavras despem o preconceito, as sensações caladas, as verdades e vontades ocultas.

retiras-me a máscara de ser igual entre tantos que me não conhecem, vendo-me apenas, tu que me reconheces, me transpões.

despojas-me, libertando-me (de) frases e confissões que escondo, guardo e outras que desconhecia e que em mim despoletas. e sou mais eu no que profiro, no que divulgo, reflicto e transformo no para além de mim.

e sobe o aroma no ar, a alecrim, a alfazema, a magnólia. purificação inebriante, jogo de fumo em formas difusas, tu não me vendo mas descobrindo-me, chegando até mim, mãos ao longo do corpo.

sinto-te...

em afinidade,

em comunhão,

calor sem toque,

abraço sem presença.

                    e és tu, aí, sabendo-me aqui.

nada mais é preciso.

Alma

1 comentário:

Luna disse...

"...e és tu, aí, sabendo-me aqui. nada mais é preciso."

Tão lindo :)

gostei :)