terça-feira, 29 de março de 2011

Ele, sempre ele.


Ele, sempre ele.

De soslaio, subtil, sem que ninguém saiba, ele existe e diz-se meu.

Sente a minha falta, jura-me que o completo, que me adora, pela minha Alma, por eu ser quem sou. E como me conhece…

Instala-se no meu olhar e inunda-me de palavras e de desejo, faz amor amigo sem que eu o espere, sabendo que o quero só para mim. Saliva-me os instintos com o fervilhar das suas frases num amor verbalizado em gestos que ecoam, se espalham pela minha imaginação, pelos meus membros.

Secreto, tem riso de homem e a suavidade de uma criança.

Louco, murmura-me carícias que escorregam pela minha pele enquanto me eleva.

Terno, adormece num sorriso que beija o meu ombro onde se deita.

Meu, secreto, perfumado jardim onde repouso...
Alma

1 comentário:

Luna disse...

Ele, sempre ele :)

"Meu, secreto, perfumado jardim onde repouso..." - Tão lindo!

A Alma no seu melhor! Muita imaginação, paixão e ternura! Sensibilidade! Adorei!

Um reparo à imagem, também muito bonita, será que ela o deixa respirar? ahahha Rafhael Perez retratou bem esta nossa mania femenina :) Boa escolha, meu bom amigo António :)