segunda-feira, 28 de março de 2011

enleva-me!

Na forma simples e desenhada do teu sorriso, prometeste-me o Infinito.
 
E era urgente que eu acreditasse.
 
Saída das profundezas da vida, esquecida e relegada para um segundo plano, produto da representação de uma vida vazia, faltavam-me o ar, o amor, o sentimento.
 
E foste tudo isso para mim, com o teu riso, com o teu olhar semeando doçura no meu, as tuas mãos sonhando este corpo seu, tudo isto enquanto me apertavas a mão.
Mostraste-me o teu gesto de amor, o teu beijo, revelaste-me a cor que as estrelas ganhariam enquanto eu as olhasse, enleada nos teus braços…
 
E eu decidi-me, surda, cega ao que me rodeava. Libertei-me da liberdade opressora que não era minha, afinal, e deixei-me sucumbir aos teus sinais, às tuas palavras que rimavam com o calor dos meus beijos.
E é ainda assim, cada dia, um atrás do outro, o meu ser suspenso do teu riso, do teu olhar, do teu querer que me enleva e me repete que não o deixe.
 
Como poderia eu?
Alma

1 comentário:

Luna disse...

liberdade opressora, lindo paradoxo.

Um texto rico e belo.

Adoro o final :)

Parabéns à alma :)