sábado, 26 de março de 2011

eu contigo, sem respostas

 Adolf Ulrik Wertmülle

não sei onde está a resposta.

se nas tuas mãos sobre as minhas ancas.

se no teu braço rodeando a minha cintura. ou ainda nesse enlace esmagador com que me fazes sentir protegida, segura...

nem sei se há necessidade de qualquer resposta...

se calhar deviam bastar-me as tuas palavras, os teus gestos de uma boa vontade só possível quando se quer o bem de alguém.

nem sei se deva procurar qualquer resposta...

hoje sou eu, amanhã poderá ser quem for.

paixão é fulgor, é carne, é dor, é mais vontade do que aquela que conseguimos satisfazer.

é este fogo na curva do estômago, que nem se é ventre se é o grito sufocado cada dia.

e sentir-te como o homem que me chegou, me prendeu, me sujeitou.

... o eu acreditar e às vezes já não querer, outras seres mais do que posso e eu não querer ser diferente.

… e viver esta certeza constante de não querer fazer qualquer pergunta…

o que és, basta-me.

por isso...

Alma

1 comentário:

Luna disse...

um texto apaixonante! Carnal também!

Um abraço com ambos se's :)

Parabéns à Alma!