sábado, 19 de março de 2011

Vestida de Luar


  ... e nessa noite em sonho a luz natural teve gosto a sal.


Não de lágrimas,

que as não houve,

mas do suor dos corpos vestidos de luar.


Luz deslizante nos sentidos despertos

como o Amor que se faz pela primeira vez.


O amanhã é já hoje e a certeza é

a do toque,


a da cumplicidade a dois,


a dos olhares trocados furtivamente entre beijos furiosos.


Fosses tu o meu luar, assim,


                             e eu deixar-me-ia vestir eternamente por ti.   Alma

4 comentários:

Luna disse...

fosses tu o meu luar :)

Um texto poético tão lindo!

eternamente só mesmo na poesia :)

mas confesso que sabe bem desejar que o seja :)

Mais uma vez a minha gratidão à Alma por fazer sorrir e sonhar a minha alma :)

E a edição sempre muito bonita também. Por isso, um beijo para ti, António.

Cármen disse...

Que lindo. :)
"Fosses tu o meu luar, assim, e eu deixar-me-ia vestir eternamente por ti."
Só não concordo com a ideia da primeira vez ser a melhor, porque nem sempre esta é feita com alguém por quem nutrimos afecto.

antoniomaia disse...

Cármen, obrigado pela sua visita, valeu!

Penso que a Alma se refere aos sentidos despertos da primeira vez, não diz melhor. atentos a tudo é um estado da primeira vez, tanto e de tanta importância que ainda nos lembramos :)

venerando-a

antoniomaia disse...

Luna, obrigado pelo comentário.

acredito no "eternamente" dentro e fora da poesia :) estou-te eternamente grato pela tua participação :) "deixar-me-ia vestir eternamente por ti", tudo bem, sinto liberdade nas duas expressões.
mas tens razão a poesia tem leis próprias, a poesia é mais emoção :)
digo eu.
obrigado pela crítica :)