terça-feira, 5 de abril de 2011

E chamo-te em silêncio...


Que segredos contarias tu sobre a minha boca entreaberta, o teu hálito sobre o meu, salivando, provando, degustando o mais amor que nunca dei, o carinho que o cego desejo esqueceu, sempre ansioso, possessivo...
 

Pudesse eu conciliar em breves momentos contigo a intensidade que os meus sentidos encerram dentro de si. Seria como o mel-seiva de quando te penso, quase sentindo a leveza das carícias que de ti prevejo.


E chamo-te em silêncio, sentindo este sol que me abrasa as costas enquanto, estendida no areal, espreguiço o sonho e o desejo da tua ausência, evocando memórias que a ondulação quase inexistente transforma no sussurro das palavras com que me embriagas.                  Alma

4 comentários:

Luna disse...

Que bonito!Lindo!

"Chamo-te em silencio..."

Adoro :)

Parabéns à Alma!

The Well disse...

Ótimas letras. Belas imagens.

Parabéns pelo blog!

Já estou seguindo. Visita o Pau de dar em Doido e veja se gosta!

Abs!

antoniomaia disse...

The Well, obrigado pela visita e pelo comentário.

vénias

The Well disse...

Caro tovarisch, suas imagens e textos são de extremo bom gosto. Irei incluir este blog em meu blogroll e recomendá-lo. Tbm o sigo nos álbuns da web.

grato pela visita de retribuição.

Abs!