quinta-feira, 14 de abril de 2011

Meu mar...


Meu mar na descoberta de mim. Soltaste-te pela areia beijando tudo quanto havia por beijar e abandonaste-me, deixando a humidade das lágrimas sobre o areal do meu corpo.
 
Tolho agora os movimentos quando abraço alguém, meu corpo arrepia-se de medo nas mãos de outra vontade e mesmo o meu desejo se seca na tua ausência.

E dizes-me que me adoras mas não podes, que me desejas mas não me queres, que sou o teu sonho que nunca poderás ter.
 
Volto as costas e sigo para as profundezas de mim-mar, serenando o meu amor, recalcando no corpo os desejos que sou.          Alma

1 comentário:

Luna disse...

Muito bonito!

Alma, sou tua fã! Gosto muito do que escreves e da forma bela como o fazes.

Parabéns e não pares :)

Obrigada António pela bonita edição ;)