quarta-feira, 27 de abril de 2011

rasto de ti


trago comigo o rasto das memórias que foste...

faço delas colchão e cobertura, numa tentativa de manter inteira a pessoa que sou.

o mundo, tão fácil, oferta de rumos diferentes dos nossos, dos desejados, mantém-se suspenso para além de mim, observando cada momento meu de fragilidade.

e eu abrigo-me nas ainda tuas palavras, no ainda refúgio que és...

não porque estejas comigo, não porque tenha ainda a tua voz, o teu braço na minha cintura, o teu calor indelével em mim, o teu apoio no fundo do meu olhar...

mas porque conto com o bem que me queres, o cuidado que me tens, a ternura que revelas e que chega até mim sob a forma de pensamento secreto quando te lembro.        Alma

3 comentários:

Luna disse...

A Alma sente, surpreende, encanta, cativa, seduz, alegra, faz sonhar, sorrir, meditar e sentir :) emociona com a sua escrita!

Maravilhoso!

Parabéns!

Luna disse...

Amigo António, o blog está muito bom, textos lindos, música boa, imagens fantásticas. Gosto muito desta nova imagem de fundo.

Tornaste-o num espaço muito agradável de visita obrigatória.

Muito obrigada! Parabéns!

antoniomaia disse...

Luna, obrigado mais uma vez pela tua presença e pelo comentário agradável.

queremos sempre melhorar

concordo contigo sobre as qualidades da Alma, também me surpreende :)