domingo, 3 de abril de 2011

vem e ensina-me


vem e ensina-me

que eu ensino-te a felicidade, aquela que nos abandonou em rios de Tempo, em tempos, quando a ilusão nos sustentava e nos destruía como os cabelos que embranquecem, como as rugas ao canto da boca, crescentes num amargor de ser.

vem e ensino-te

os meus beijos mais ternos, mais meigos, mais tudo e aquilo que nunca foram, enclausurados na teia de mentiras que fazem sorrir e logo, logo, à hora da lua chorar no contorno da almofada.

vem e ensina-me

o amor que se faz, num extra-espaço, delírio de corpos e palavra sussurradas, como se o fim tivesse sido sem nós e o princípio fosse apenas possível quando enlaçamos as mãos.

vem e sê quem quiseres,

descobre-te Homem num corpo de Mulher de nome Alma

2 comentários:

Luna disse...

Magnifico! Como eu aprendo com a Alma :)

Maravilhoso. Gosto muito!

Parabéns

antoniomaia disse...

obrigado pelo comentário