quarta-feira, 18 de maio de 2011

meu sim, fogo deste inferno


e digo-te...

              vou!

                        quebrada, desfeita, volto-te as costas, cerrados os dentes, certa de que a minha Dor vale bem pela realidade que temos.

                        não olho para trás, não posso. sinto a brisa que a tua mão desloca na direcção das minhas costas. imaginá-la, arrepia-me de morte, de querer, de voltar, por desejar  ir ao  encontro da condenação eterna, salva nos teus braços.

                       a tua mão voa, procura-me, hesita e avança. passo a língua pelos lábios, secos, como eu nesta curta distância de ti. paro. e és tu ao cabo desta eternidade de segundos em decisão.

 vem!

prende-me, reverte os meus sentidos, procria em mim, anjo ou demónio, mas não deixes que me seque.

                são tempos infinitos a dizer sim! que Mulher seria se te dissesse não?              Alma

8 comentários:

Anónimo disse...

sim... não... talvez...
três palavras, três destinos...
e cada um leva-nos a portas diferentes...

Mais uma fantástica poesia feita Alma.

antoniomaia disse...

talvez, Anónimo, talvez

ainda bem que gostas. também acho fantástica a poesia de Alma

Anónimo, adoro as palavras esdrúxulas, como esdrúxula, anónimo, antónio, sinónimo...sidónio, antagónico, águia, árvore... estava aqui a pensar no nome anónimo :)
há dias assim...

Anónimo disse...

tem graça, também gosto de palavras esdrúxulas:) coincidências...

Luna disse...

António, hoje as primeiras palavras são para ti :) mal abri o blog ouço uma ópera magnífica! adoro! muito obrigada! como sempre escolhes as imagens de forma brilhante, gosto muito tb, esta é fantástica!

E para a Alma... já quase não tenho que dizer! Sempre a crescer! Seduz, emociona, faz sonhar... dona de uma criatividade invejável... conhecedora de almas! Bravo!

antoniomaia disse...

Anónimo, ontem estava para desatinar com o teu nome :) embora não acredite em coincidências, prefiro Anónimo a Fulgêncio :)

cada um chama-se e mai nada :)

obrigado pelas palavras e pela visita, sempre! anónimo!

venerando-vos

antoniomaia disse...

Luna, obrigado pelo feed-back do rádio :)
foi uma luta :) como não uso Windows nem internet explorer, é sempre bom saber se está a chegar :) obrigado!

os bonecos que vou achando... são como os poemas da Alma, uma dádiva divina, nada é meu! :) sou o veículo simplesmente :)

Viva a Vida, viva a Alma

Anónimo disse...

Sr. António Maia, desculpe só me coloco aqui como anónimo porque não o posso fazer de outro modo. Peço desculpa também pela brincadeira das palavras esdrúxulas, afinal de contas até prefiro as graves.
Se não gosta de comentários anónimos, não volta a acontecer.
LS

antoniomaia disse...

Anónimo, ontem não me estava a soar bem escrever com um anónimo,lamento a frontalidade.
se gosto de comentários anónimos? é uma opção escolhida por nós, de toda a gente poder entrar e dizer o que lhe apetece com o nome que lhe apetece.
espero que tenha sido claro...
Anónimo, confesso que as palavras esdrúxulas... lembrei-me dum poema, pera:
Cartas de Amor

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos

PS: Anónimo, eu sou mais pelas agudas, mas gosto de todas e gosto até de ter sentimentos esdrúxulos, embora por vezes ridículos :) adoro as palavras todas :)