quarta-feira, 15 de junho de 2011

caminhos no singular


eu sei que esta nossa história não é de "era uma vez".

 não teve princípio, és o meio da vida que me completa e não sei que fim poderá ter... arriscaria dizer, talvez, o nosso.

e  não era porque nunca fomos desde... fomos sempre. sem princípio. como um destino, uma vontade.

uma história sem pele, sem beijos, sem carícias.

sei de ti e tu de mim... talvez mais do que outros saberão de si. entrega sem receios, sem limites nas palavras, como uma voz, um olhar que não se conheceu ainda, um abraço dado sem contacto. cuidado meu que és, o cuidado que tens em mim... pelos meus dias, pelo teu bem-estar, como se um sem o outro não fosse nada.

somos verbo conjugado singular em nós, indistinto de quem começa onde ou em quem no outro.

se me pedissem os limites com que te penso sorriria e diria, conjugando-nos numa gramática


                      de Vida sem ti não é Vida

                                                          eu é, ele sou!

Alma

2 comentários:

Anónimo disse...

A Alma parece compreender e expressar tudo aquilo que eu sinto.
Era deste amor que falava, num comentário, afinal não sou só eu a sentir desta forma, a Alma podia ser uma minha alma gémea.
Obrigada a si por partilhar connosco tão belos textos, de uma poesia de tão grande sensibilidade.
Ajuda-nos a sonhar e a ver o mundo com olhos de esperança.
Jacqueline

Luna disse...

É isso! A Alma tem o condão de adivinhar o que sentimos. A Alma sabe. Eu não saberia descrever de forma tão precisa e bela. Só a Alma :)só ao alcance dos poetas :)

Parabéns por mais um lindíssimo texto. Emociona, não há dúvida!

Jacqueline, desta vez estamos de acordo :)