domingo, 12 de junho de 2011

Delírio


entre a Paixão e a Dor…
 
entre a Sombra e a Luz…

a Alma não pára, o Desejo redobra…


se pudesse rasgar a madrugada de amanhã,

a que virá nossa,

ser outra,

           tu seres outro,

                 sermos diferentes
                               
                  mas tão iguais como aqueles que se amam…

por entre lençóis abandonados

                                  pelo chão,

                                  pela cama

                                  pelos corpos

retratos vivo da paixão,
                           
                              da pura,

                                   lícita

 (ou da outra

…a que fosse…)

sem dor,

sem uso,

sem gasto nem hábito

eu ser a que quisesses,
                         
                                    todos os dias,

                                                     para ti e só para ti.
 ...

parte à descoberta de mim,

abandonado o gasto cais,

o da estagnação…

o do hábito…

e eu reinventar-te-ei entre os meus braços,

anel na tua cintura, curva louca em delírio sob ti…


dar-te-ei um nome, meu!

e eu, sem ser, perdida,

                   ou apenas esta vontade de ser tua.       Alma

4 comentários:

Anónimo disse...

Há muito tempo que não tínhamos o prazer de ler mais um texto, cheio de poesia, da Alma.
Obrigada por o colocar.
JLS

Luna disse...

Belo! Diferente na forma, mas com a intensidade, a sensualidade e a emoção a que a Alma nos habituou. Cheio de criatividade e ritmo, musical mesmo! Um "delírio" :)

Parabéns à Alma.

António, desculpa mas a foto não é das minhas favoritas. Mas é uma questão de gosto pessoal, claro está :)

antoniomaia disse...

Jacqueline, obrigado pelo prazer que a escrita da Alma te oferece, ela certamente fica feliz por chegar às pessoas :)
vénias

antoniomaia disse...

Luna, gosto muito da imagem :)
mas mais ainda do texto :)
obrigado pela tua presença, sempre tão viva :)
vénia profunda