sexta-feira, 24 de junho de 2011

E Amar-te é isto...


É este arrepio que me consome pela simples sensação do teu perfume, do teu cheiro de homem, em camisa marcada por um dia de stress, de pressões, de vontade de liberdade.

Vem que eu dou-te a liberdade, aqui, em lençóis de algodão, frescos como a pele que nunca se usou, tu-Todo nesse crescendo de vontade que me chega sempre com o teu cheiro.

Vem que eu mostrar-te-ei como é bom o conforto de uma pele sensível como a alma em que te envolvo e te adormeço, como a mão que te percorre,... e ter-te assim e os outros lá fora, inexistentes.

Vem que eu não sei nada desse mundo complicado em que te movimentas.  O meu mundo é o teu nome, é esta espera e o despojar-te de tudo o que revelas aos outros e que encobre o que é só meu,   aquilo que guardas só para mim.

Do resto, não quero saber mais nada.

Aqui só contam a tua boca, o teu cheiro e o que tiveres para me dar.

Neste mundo em nós.              Alma

2 comentários:

Anónimo disse...

Belíssimo texto, de uma suavidade poética, sensível e, ao mesmo tempo, cheio de erotismo.
Muitos parabéns à Alma.
Jacqueline

A imagem, escolhida por si, António Maia,também é muito bela.

antoniomaia disse...

Jacqueline Anónimo, muito obrigado pelo comentário e também, claro, pela fidelidade.
A Alma e nós trabalhamos também para nos emocionarmos. sejamos Alma.
A imagem... o mar e a mulher são um tema de fácil simbiose. ainda bem que gostamos :)

uma profundíssima vénia, Jacqueline Anónimo