domingo, 24 de julho de 2011

contigo...



Contigo esqueço a futilidade da Vida, dos sorrisos que me seduzem, das vontades que me estendem... Não me conhecem, julgam-me pelo meu silêncio, pela minha indiferença calada perante a sua futilidade.



                                     Mas para ti abro o meu ser, quando te digo o quanto me dói, o que me dói, quando me sinto ameaçada... e tu dizes, simplesmente, “estou contigo, não te esqueças” e eu sinto a força da tua magia, da tua presença.



                                 Para te amar a seguir, na noite de nós, quando medes em mim as saudades que sentiste, a tua vontade crescente e procuras no meu corpo o conforto para as tuas mágoas, entretanto caladas pela voz das minhas.



                        Silencioso, imóvel, deixas que te ame como a uma criança, até que a dor passe, até que o sorriso te volte...


És então tu, amante, renascido sobre mim, braços que me prendem e me enlevam, felicidade que desenhas na minha Alma e a que chamas Vida.                                Alma
 

2 comentários:

Anónimo disse...

«Contigo esqueço as futilidades da Vida, dos sorrisos que me seduzem,das vontades que me estendem...».
Lindo todo este texto de uma bela e sentida poesia mas esta primeira frase diz muito...
A Alma tem o poder de nos envolver num abraço de mágica felicidade.
Parabéns a ela e obrigada ao António Maia.
Jacqueline

Luna disse...

Saudades da Alma :) da sua escrita, claro :) que tão bem faz a minha alma.

muito lindo, grata :)