segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quando me chegas...,


Por vezes, chegas-me em silêncio e cinges-me a ti, anel à volta das minhas ancas, o teu rosto procurando o afago do meu peito até ao aflorar do desejo.
Outras, crucificas-me no teu olhar, algemas a minha vontade e procuras a Mulher que inventas em cada noite… e és rasgo na minha pele quando me entras por dentro e me circulas nas veias…

                                                 Contorço-me, distendo-me…

Despertas-me num desejo felino, animal, que me arranca sons da garganta que agora possuis, da boca que te recebe em desejo...

No final de nós, inconsciente, aninho-me no teu peito para sentir a carícia do teu beijo que cala as palavras desnecessárias.   Alma

2 comentários:

Luna disse...

Sinto-me muito grata à Alma por toda esta emoção que me faz vibrar:)

Muito quente este poema! Uma delícia :)

Mais uma vez parabéns! Adoro!

Anónimo disse...

Belissimo!
Jacqueline