quarta-feira, 21 de setembro de 2011

... para ti, limite de mim-Palavras

salvador dalí

sinto até ti.

as tuas palavras são o meu limite, o limite das minhas próprias palavras.

e esta sensação física de poder andar contigo a par,

em silêncio

e conheceres todas as minha angústias,

a minha dor,

as palavras que direi, as que terei ainda vontade de dizer.


sorrio… saber que contigo não há barreiras…

                             recebes-me em palavras como me receberias a mim


se eu fosse tua,

se me amasses

se...


e sou de novo ao teu lado, em palavras.

e nesses limites sem fim que és, eu sei que poderei ser quem sou,

alongar-me ao longo do pensamento que conheces,

tocar o  teu sentimento que me completa,

e permanecer inscrita em cada sílaba, em cada intenção-palavra que sou.

e porque a Dor, Hoje, me subjaz e ultrapassa, pega–me no rosto,

penetra-me no olhar que te dou e vê-me por dentro, na essência,

na verdade de quem se inscreve como se dá em acto de Amor por consumar.


                        porque Hoje dói-me esta certeza de não pertencer aqui.

é insuportável este ódio e esta desconfiança que não mereço.


… deixo-me aqui, pura, nas tuas mãos.


                            para ti, que sempre acreditaste em mim.   Alma

3 comentários:

Anónimo disse...

... porque existem dádivas únicas que nos aquecem por dentro e que impedem a revolta que sentimos ao acordarmos calados.
devíamos guardar em nós as vozes. na Alma.

Anónimo disse...

«as tuas palavras são o meu limite, o limite das minhas próprias palavras».
Não podia ter sido mais bem dito...

antoniomaia disse...

obrigado Anónimos!
continuaremos...

venerando-vos