segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eu sei que vou te amar.

 Klaudiusz Abramski




Acariciar a sua solidão com dedos de espuma, sussurrar-lhe palavras de mel e de algodão, beber o calor do seu olhar. Mesmo sem ouvir a sua voz, a tranquilidade do seu ser estaria no que adivinho, mesmo que não fizesse um gesto, mesmo que negasse, mesmo que não fosse, eu saberia.

O calor do que ele é chega-me em cada olhar, em cada palavra que não diz, em cada suspiro que não consegue reter. Toco-lhe mesmo sem me mexer.


Não é preciso. Não preciso. Não precisamos.           Alma

1 comentário:

Luna disse...

"..em cada palavra que não diz..." penso que ás vezes transmitimos mais pelas palavras que não dizemos :) "não precisamos" :)

Este poema é um aconchego bom :)

Gosto muito.

Grata à Alma