terça-feira, 11 de outubro de 2011

vulcão de desejo...




Acordei e lá estavas tu, invasor da minha noite... do meu sono.

Sem perguntas, afirmaste ser aquele o teu leito, a tua almofada, o teu corpo…

A seguir, estendeste-te para mim, em mim, afundaste-te no meu olhar, na minha boca, no meu corpo,

Falaste de um desejo que desconhecia, do delírio em mim, inocente. E juraste ser aquele o teu lugar...

              (se, rendida, já nem eu sabia qual o meu!...)

Disseste-te meu em eternidade e eu, fora de mim, aceitei-te, desejei-te e possuí-te,

Vazia de vontade, vulcão de desejo…
                    

E em entrega, excessiva, delírio em carne, apenas murmurei,

                                   Sim! sob a tua boca ofegante.                                     Alma


2 comentários:

Luna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luna disse...

Sim! Um texto lindo carregado de sensualidade e emoção. Gosto muito.


A imagem, bela, assenta como uma uma luva. Excelente escolha :)

Grata pela partilha.