terça-feira, 8 de novembro de 2011

tu, cumplicidade na ponta dos meus dedos


deixa-me ficar aqui, à sombra das tuas palavras, tu que me aceitas como eu sou, que me queres neste Total em que me tenho construído, sido e debatido...

deixa-me ocupar o teu lado, paralela no gesto, na sombra, no movimento...

aflora as tuas mãos nas minhas,

                 deixa-te ficar em ninho, carícia solene das tuas mãos no meu rosto, sarando o trilho das minhas lágrimas.

eu muda e tu calado. química que se passeia pelos nossos sentidos,

                             em ternura e suavidade.

como eu sonho com umas mãos assim, bálsamo de lágrimas e pele,

                como beijos secos, quentes e dominantes.

                                                   sem mais nada.

e ousar deixar a minha mão na tua,

 o meu sentimento cansado no teu ombro,

            sentires que te amo, delícia segredo, no sorriso que deposito no teu olhar.

e,  se depois, sonhares comigo tua companheira, sabe que pouco tenho para te ser...

      apenas a vida, a eternidade,

                                    a conclusão de uma existência sem tempo.

e todos os dias depositarei os meus lábios nos teus como porta que se abre sem palavras

                           na cumplicidade de apenas nós sabermos um do outro.              Alma

5 comentários:

antoniomaia disse...

oi... experiência...

Luna disse...

Vamos ver se é desta que consigo comentar...

O poema é lindo, muito bem escrito :) adoro!

Parabéns à Alma!

Grata pela partilha.

P.S - não foi bem isto que escrevi nas outras tentativas falhadas de comentar, mas não faz mal...

Luna disse...

agora deu :)

Chinezzinha disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
...Infinito Particular. disse...

muito bonito mesmo! :)
Parabéns!