sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Am0r

Paul Kelley

... Não chegas a ser cheiro de pele.
            ... Naturalmente, não és gosto de boca.
                      ... Não conheço o calor do teu corpo.
                            ... Muito menos reconheço a suavidade acariciadora das tuas mãos.  
...
És o que resta no meu ser em Palavra.
Acutilante, preciso, contorno do meu sentimento, gesto que me aflora a Alma sem ser mancha em corpo, bisturi dos meus sentimentos e de quem eu sou em tudo quanto de mim sabes e conheces.
Encontro o meu sentir no teu, desvendo as minhas vontades através das tuas, Ser corpóreo que me veste de tule e rendas quando fala com as minhas palavras.
...
     e nem sequer és olhar para saber da minha tristeza...
             e nem ouves para saber dos meus dias...
                     e nem me tocas para saber do que de gélido há em mim.
 ...
             Tens sido o encontro que julgava impossível, fé que julgava abalada, AmOr pleno oriundo do Além-Espaço.
                           e nem precisas de ler esta mensagem para saberes de tudo isso...
                                            Sempre soubeste que eras Amor único!        
Alma

2 comentários:

Luna disse...

Esta palavras traduzem muito bem o meu estado de alma neste momento.

Adoro este texto poético!

Parabéns à alma que tão bem escreve.

Grata pela partilha

Luna

Anónimo disse...

«Sempre soubeste que eras Amor único!»
Belíssimo!

Que mundo de beleza é este
no qual nada tem lugar?
Ser incorpóreo vejo e penso
naquele que encantou o meu olhar...

Jacqueline