domingo, 26 de fevereiro de 2012

sintir-te num sinto-me


Ele,

que antes foi Palavras, Sorrisos, Bálsamos do que nos falhou pela Vida, em Sangue pois sempre acreditámos no Horizonte, com a força da Alma que preconiza dias melhores, os seguintes, os que se quiserem.

        vem pois, Abraço prometido e Meu, dono do meu sim, do meu não, jurados na singeleza da Partilha que só é possível quando se encontraram parte das respostas e se colocam novas perguntas... e sermos Desejo nascido na Solidão, do Prazer perdido pela Incompreensão, quando os abismos pensam que se cumprem e nós os negamos.

nada é Terminal, tudo é Começo, Fonte e Vida.

       tu, Simplicidade que transporta consigo o cheiro de Pele, não sentida ainda, virgem das carícias que gastámos por aí... e poder Ser, Ser-te, Amar, Amar-te de novo, Reconstruída, Inédita, como se a Alma fosse de novo Pura, como se o Corpo se renovasse e o Fogo se atiçasse na simples Luz desse Olhar.

   no Depois…

        sentir-te e Mulher em cada carícia, em cada olhar com que me envolves, nos braços que me estendes, suadas as mãos pela espera. e sou mudez pois somos Palavras gastas, não como no poema mas antes na espera da Possibilidade, que Criámos, que Ousámos.

porque neste, como em qualquer outro momento da Vida, só não se consegue aquilo  que não se quer verdadeiramente.

                                                     como eu te quero...

Alma

7 comentários:

Luna disse...

"nada é Terminal, tudo é Começo, Fonte e Vida."

"... só não se consegue aquilo que não se quer verdadeiramente.

como eu te quero..."

Adoro! Lindo este poema!

Parabéns à Alma!

Anónimo disse...

«No Depois...

de um letargo prolongado,
no despertar da Alma, no renovar
do Corpo, no atiçar do Fogo, des-
cobre-se que na vida existe,
ainda, muita madrugada...»

Gostei do texto embora a Alma já tenha escrito outros muito melhores.

Sempre ansiosa por a ler,

jacqueline

antoniomaia disse...

jacqueline, a Alma já escreveu outros textos melhores e outros piores, é como nos gostos, eu prefiro o vermelho e os há quem prefira o amarelo. ahahah estou certo?
obrigado pelo comentário :)

Luna! sempre fiel, obrigado pelo comentário simpático :)
venero-te :)

Anónimo disse...

Desculpe António Maia, de maneira nenhuma o quis ofender nem à Alma. Sei que é o Maia que escolhe os textos da Alma e é natural que uns sejam melhores do que outros. Aliás todos nós que escrevemos sabemos que nem sempre estamos nos nossos melhores dias, não é? Além disso não disse que não gostei, pelo contário, só que já temos lido textos fantásticos.
Mais uma vez peço desculpa pela minha sinceridade, não pretendi ofender ninguém.
jacqueline

antoniomaia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
antoniomaia disse...

ofensa? ofendido? onde? não vejo ninguém ofendido :)

"Sempre ansiosa por a ler"
uma pessoa que escreve assim, só me merece consideração, não cuspo na mão que me dá de comer :)
achei piada a forma convicta com que premiou este último texto, eu não teria essa coragem, mas cada um é que sabe, sabendo que quem semeia ventos colhe tempestades... passe o exagero :) foi apenas um sopro :)
venha sempre, no próximo texto não me esquecerei da jaqueline :)
venerando-a
am

RAIZESEMFLOR disse...

quando e sempre era nas margens do teu corpo que eu procurava o descanso e o silêncio feitos da vontade única de não ser margem mas rio em ti.
e corria-te e viajava-te sem rumo certo, confiante, simplesmente porque não precisava sabê-lo.

:)