sexta-feira, 17 de agosto de 2012

lábios-barco, ondas-beijos em mim



na saudade de ti, soltou-se este beijo do meu sorriso triste.

            janela aberta da minha Alma e aí vai ele, solto e livre.
 

... imaginei-me ele, imaginei-me contigo...

                     entrando na tua intimidade,

                                    invadindo, percorrendo os cantos que tão bem conheço,

           ser carícia envolvente e subtil pelo teu rosto, pela tua tristeza...

                     sente este beijo que nunca mais soube de si desde que o abandonaste.

… amargo de lábios em que se tornou, viajante perdido no deserto do Amor.

cuida dele, fala com ele, fala comigo, com a minha boca, com o meu desejo em pele húmida de ansiedade,

fala até à exaustão, até à secura de boca, de lábios, cansaço de olhos que já não conseguem chorar...

                          chora-me de prazer, em loucura como antes…

                                                                               até à dureza dos corpos,

soltos como este beijo que teme a força do desejo que nos domina,

pela dor de carne macerada .

                                                       deixa-me não parar,

             mas fala sempre,

 que mais do que a Alma é o coração que vive empedernido,

                                         seco do mundo, seco do que ouviu.

e se a loucura te dominar, deixa-a ser…

                              estéril fica o solo que não é arado.
                  
e és amarras em mim,

        lábios feitos corpo, corpo feito mar,

ondas de beijos em que me transportas,

                   aridez que me sua agora no delírio

                                                      de todo tu seres boca em mim.     Alma

6 comentários:

Luna disse...

é muito bom reler um poema tão lindo :) impressionante como em diferentes fases da vida o mesmo poema nos causa diferentes sensações. Emociona, como sempre, a Alma!


Adoro as imagens! Excelente escolha!

Parabéns à Alma!

Grata, António :)

antoniomaia disse...

reler? não são poucas as vezes que repito e repito e repito a leitura de poemas :) é uma insinuação esquisita, mas penso que entendo :)
obrigado pela visita, na mesma, se não te sentires bem com alguma coisa, diz :)

gratidão imensa

Maria Rocha disse...

... e o amor escorria pelos corpos com a fluidez da água do rio
e as palavras soletravam gestos em cada poro
em cada contorno

Obrigada por lembrares

S orriso

antoniomaia disse...

obrigado pela visita e pelo comentário, Maria Rocha :)
vénias...

Anónimo disse...

Deixa-me ser, mm não querendo ser...
ser a minha amarra, o beijo ~
interminável e percorrer os cantos q tão bem conhecemos...
Lindo, parabéns|||

Anónimo disse...

Esta última imagem está fabulástica.
Adorei...????